19 junho 2008

Ao sabor das marés… e do vento




Amantes sem tempo
e sem lugar
no espaço separados
submersos em sílabas
soltas pelo vento
inconfessável paixão de palavras
ao sabor das marés e do sal
e da distância
sabiamente encurtada.


Há um oceano entre nós
um mar
que afinal
sendo imenso
nos aproxima.


Embarcados de tão longínquos portos
tão próximos e distantes…
De percorridas as letras
com que se constrói o caminho
entoadas em uníssono
desfrutamos das pontes em que ambos nos embalamos
de desejo
dispersos, perdidos…
achados no horizonte destas palavras
e de outras…


De rosto encoberto sorriso velado
voz de imperceptíveis sussurros trazidos pelo vento
murmúrio das mãos cálidas à volta da cintura…


Nesta poesia como lugar habitado pelos corações dos amantes
preenchendo noites de lua muito vaga
teço-te fios de ternura em volta do pescoço esguio que não sei…


De alma plena
numa vespertina vontade
de te entreolhar lá
onde habitas o sonho…


Construo este passadiço
qual ponte himalaia
suspensa e frágil
robusta e ondulante
que se atravessa de alma
detendo-se no limiar do corpo
num devir já presente…


De tão disperso e longínquo
sonho acordado
sendo já o que ainda não o é…




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18 junho 2008

17 junho 2008

Quando passas…




Calam-se os grilos e as relas quando passas
O céu do azul se desfaz
Em folhas de outono suspensas.



Assim passas diante de mim
Deixando no rasto que persigo
Os resíduos e a magia
De outra noite…



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16 junho 2008

Chuva morna…?




Toca-me suavemente de lua cheia
Estende a mão de desejo
Oferece-me a emoção contida
Num rodopio que seja corpo
Água das estrelas que seja chuva
Numa dança de cometas que seja fogo…


Poisa no meu ombro teu sorriso
Com a suavidade das manhãs de Maio
Dar-te-ei meu desejo perene
Para que possas voar
Numa dança lenta e sincopada…


Encosta no meu teu rosto
Entrelaça-me no peito caracóis de difusa paixão
E sonha…



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14 junho 2008

Quando a chuva cai…!




Continua a chover
Não vás por aí... dizem-me a toda a hora... mas eu continuo a ir por ali…!
Voando num mar de sonhos...
Acorrentada
Preciso deste silêncio, preciso deste espaço…
Nostalgia, alegria, saudade, amor, beleza e profundidade... uma amálgama de sentimentos impossíveis de descrever!

À fenêtre de ma musique
Os sonhos de infância...
Ecos…

Encostada à vidraça
As lágrimas que eu choro… ninguém as vê brotar dentro da alma… ninguém as vê brotar dentro de mim…!
Cores outonais fazem-me lembrar o fim do verão e dos grandes amores…
Nostalgia…
Danser avec quelqu'un

Mourir d'amour...
O som audível da cor verde
Branco... transparente... água... sem impurezas...

Aqui neste silêncio...
Metade de mim é o que sonha... a outra metade pertence-te…!
Soltam-se as amarras
Futilidades...
A cor das manhãs
Tudo azul

Acidez em tons de amarelo
Sombreados…

Sonhos em tricolor

Toda a alma tem uma face negra
Mulheres amordaçadas
A Vida a preto e branco
Estados de Alma

Lágrimas húmidas...
Sustentação...

(E o Mar ali tão perto)

Abre a porta à Paixão
O meu refúgio é o teu chão...

(Gosto de flores azuis
Toque de seda...)
Leva-me contigo!

Partiste... mas sinto-te perto de mim...
Quero-te tanto... que nem sei há quanto já te quero assim…!

...E nesse beijo que não te dei... guardo os versos mais lindos que te fiz!


(Palavras breves, frases à solta extraídas dos Álbuns de Fotografias de Nina)

http://noitedechuva2008.spaces.live.com/


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13 junho 2008

Alguns momentos...



Existe sempre
Uma palavra por abrir
Uma pétala por cuidar
Um sorriso por dizer
Um momento por viver
Um sonho por nascer
Um verão por acabar
Uma noite por fazer
Um pássaro por voar

Quero-te, meu amor!
(E outros momentos ficarão por acontecer…)




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12 junho 2008

Assim quieta...




Amo-te como és

Assim quieta

De olhos abertos

E verdes

Em órbitas gigantescas




Um dia irei até onde sonhámos…




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Um dia branco



Um dia branco
como outros
tantos.

Apetece a praia
e o mar
desponta o sol
e queima.

- Sabes o que é a Poesia?
- Eu…

… e o sol derrete
e a água apetece
na praia nua…
e tu…
sempre igual.
Em mais um por preencher
dia branco…




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04 junho 2008

Não venhas já!



Não venhas já
Espera o momento de me aprontar
E partiremos.


Entretanto, deixa que te olhe
E te sinta
E te absorva.
Assim o medo se dissipe.


Prometemo-nos num mundo diferente
No silêncio
Os dois
E depois
Os outros depois.


Depões em mim uma certeza
Tão certa que eu já não sou
Sou nós
Nós…?!
Sejamos!


Partimos…?!




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Barbárie!!!

Dez cavalos abatidos a tiro no Corno do Bico

Cavalos de raça garrana foram abatida a tiro de caçadeira com zagalote, entre anteontem e ontem, em plena Paisagem Protegida de Corno de Bico.
As autoridades estão a investigar mas, para já, não encontram explicações para a chacina. Uma dezena de cavalos de raça Garrana foi abatida a tiro de caçadeira com zagalote (munição mortífera utilizada para capturar caça grossa), entre anteontem e ontem, nos concelhos de Paredes de Coura e de Arcos de Valdevez, em plena Paisagem Protegida de Corno de Bico.
Um primeiro grupo de animais, três mortos e dois gravemente feridos, que acabaram por ter de ser abatidos pelo veterinário municipal, foi encontrado, anteontem, em locais dispersos daquele território classificado, em Arcos de Valdevez, e o restantes cinco, todos já cadáver, ontem durante o dia em zonas pertencentes ao município de Paredes de Coura. Foi detectado ainda um potro ferido, que acabou por escapar às autoridades sanitárias.
O caso está a ser investigado pela GNR e deverá, segundo fonte daquela força policial, ser participado ao Ministério Público (MP) na qualidade de "crime de dano".
O proprietário de grande parte dos garranos abatidos, Carlos Araújo, residente na freguesia de Bico e que terá sido o primeiro a alertar a GNR de Paredes de Coura para a situação, anteontem à tarde, adiantou ao JN que irá "seguir a via judicial" apresentando uma queixa-crime contra incertos. Motorista de profissão e proprietário de duas dezenas de garranos, terá perdido oito cabeças nesta mortandade ocorrida enquanto as manadas pastavam soltas, nas serranias da Paisagem Protegida de Corno de Bico.
Araújo garante desconhecer qual possa ter sido a origem da chacina. "Ontem (segunda-feira) por volta das 16 horas, um colega meu sentiu uns tiros na serra, fui ver e quando lá cheguei já encontrei cinco garranos mortos e hoje (ontem) de manhã, encontrei os outros", contou o proprietário. "Não tenho suspeitos nem vejo motivos para uma coisa destas", refere. Fonte da GNR de Arcos de Valdevez referiu, ao JN, não existir, de momento, quaisquer explicação para o sucedido, mas que já estará em curso um processo de averiguações e que o caso será participado ao MP. "Todos os animais vão ser removidos por uma equipa do Ministério da Agricultura, provavelmente, para um aterro sanitário da área de Lisboa", referiu a fonte.
Há cerca de um ano, terão sido abatidos de forma idêntica outros cinco garranos, também em Corno de Bico, na área de Arcos de Valdevez. De acordo com o Registo Zootécnico da raça iniciado em 1994, em Portugal existirão cerca de dois mil cabeças - 1500 adultos e 500 poldros - dispersos por dezassete concelhos nas províncias do Minho e Trás-os-Montes.

(Jornal de Notícias, 04.Junho.2008)

03 junho 2008

Artista




Minha alma é a do artista

Que sem o ser
Imagina que o é!




Dela soltam-se abundantes
Escorrem em sulcos intermináveis
Pingos de vida e paixão.



As fontes não secaram...


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02 junho 2008

Chão nosso




Chão nosso que pisamos

Estrada amortalhada de passos

Caminho longo sem fim

Diz-nos:

- Para onde nos levas?


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