24 novembro 2008

Deti-me!

 

Deti-me!

 

Olhei teus braços

Demoradamente

Subi as tuas pernas

Até às coxas

Deti-me

(será lícito ainda?)

Recordei sonhei gozei

Tempo inútil

Momento falhado

Dia frustrado

Hoje naveguei em teu corpo

E em teu corpo parti

 

 

Procurei-me em ti…

E nada encontrei!

 

 

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15 novembro 2008

Esta chuva que cai…

 

 

Esta chuva que cai

 

 

Pingos de chuva caem húmidos

Arremessados pelo vento

Salpicam as soleiras e entram em mim.

E gelam meu corpo todo!

 

 

Pingos de chuva que em meus olhos brincam

- Quem vos mandou?

Chuva miúda não se cansa de cantar.

Nos vidros das janelas e em mim!

 

 

Estou navegando à sombra desta chuva

Finíssima e imensa.

- E tu, não vens comigo?

 

 

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14 novembro 2008

Partida

Partida #1

Oiço o comboio ao longe feito de freios

Gemendo

Aqui

Com a morte na alma estremecem os carris

De dor

Chegou

Saem todos

Apenas resta um…

Soa estridente o apito do chefe da estação

Estremece de novo

fazendo chiar os carris

E partiu

De pranto.

Partida #2

O Passageiro do Desconhecido

Ei-lo de viagem

No comboio

Já não o oiço

Nem aos travões

Os carris deixaram de estremecer

Solitário

Partiu

De dor

Para sempre…

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03 novembro 2008

Abraço

CorpusNeon#002 Abraço

Adoro tua sedução

Tua paixão em mim

Dá-me teus beijos…

Os meus percorrer-te-ão o corpo de mar, de boca salgada

De esperas…!

Nas pontas de meus dedos, cada segundo…

Uma eternidade…!

Ofereço-me de lábios entreabertos e

Húmidos num beijo

Matinal de sabor marítimo

De contida paixão…!

Beijo-te longo o corpo

Adivinhado onde me detenho

Sinto-me bem nesse sensual abraço …

De inesperada invulgaridade… e tão bonito

Sucumbido em teus olhos

Deixa que te abrace assim…!

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02 novembro 2008

Inexistente noite branda





Se ao entrar em tua casa
fechadas as portas
pendurada nos meus beijos
todo o mundo lá fora deixasse de existir…


Apenas a chuva na vidraça
Intermitente
e a nossa paixão
incólume…


Apenas os corpos apetecidos
levemente vislumbrados…


Húmidos de suor e de querer
envoltos num mundo inexistente assim
te amo ao cair
da noite branda…!



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