27 abril 2009

Cavalgarei um raio de sol enquanto a lua…




Luz sobre um corpo #02
 



Não há outro caminho!
Só este…
Só este nos leva ao Jardim de Éden
Há muito almejado pelas almas delirantes
Dos nossos corpos em ascensão
Flutuantes… imersos na paixão
Até que finalmente… hino de paz

… e adormeço na plenitude da tua paz.

Nefertiti
 
 

Luz sobre um corpo #04  
 


I

Um dia irei a tua casa.
Estarás à minha espera
na cama nua recebendo
no corpo ansioso os últimos raios
do sol do dia.
 
 
Chegarei cavalgando um desses raios
poisando suavemente nos teus seios
cansados de esperar
e beberei das tuas fontes
a água de antigas deusas…
 
 
 

Luz sobre um corpo #03
 
 


II

Meu beijo no teu corpo
Teu corpo na minha boca
Minha boca no teu desejo
Meu corpo à porta do teu
navegando num imenso oceano de púrpura!
 
 
Sinto já íntimos
o sabor
e o cheiro
de te sentir toda
… e já quase dentro de ti!
 
 
Beijo que acaricia
Mão que beija
Corpo que deseja
Rainha de sedução.
 
 

Teu corpo nu meu corpo #04   
 
 

III

Amar-me-ás  assim sem desculpas
e ter-me-ás em ti louco sem culpa
inundando-te quente de paixão.
Sôfrego esmagando-te
com ternura acolhendo-te
na solidão e num êxtase
na redondeza do teu ventre.
Tua boca apenas se abrirá para me sufocar
e engolir…
 
 

Teu corpo nu meu corpo #01

 
 

IV

Oiço o chamamento
- sei dessa inevitabilidade -
no tamanho do teu grito que
nem sempre te posso responder e
nem sei se me ouves nesta distância.
 
 
Sim…!
respondo murmurando.
Não te fugirei das mãos inquietas
- querê-las-ei plenas em mim abertas de dar
fechadas de querer.
Nas minhas
teu corpo ansioso se moldará
(então a lua descerá sobre nós)
suado se colará no meu, longo
no comprimento da madrugada próxima.



Teu corpo nu meu corpo #02





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17 abril 2009

Intimidade… ou a sensualidade ternamente temporal




Intimidade...




Na intimidade da tua boca
E da língua oblíqua
Transformadas em beijos belicosos
Do cheiro quente dos seios
De te beijar nos pés
E nas nádegas
As ânsias e os sonhos
Das ancas
Do sabor brilhante do teu sexo
Escorrendo-me na garganta muda
No cinzento dos teus olhos longínquos
Do teu sorriso esférico e no teu gemido
Feitos nu e surdo
No lugar inóspito da erosão
Em que me apertas contra ti
Sem te penetrar querendo
No roçar do teu exasperado montículo
Encaracolado de inaudíveis preces…


Ah… tanta saudade de te ter tido sem te ter ainda…



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15 abril 2009

Não há outro caminho!




Não há outro caminho! #02




É nos braços da noite, lânguidos e molhada
Em que o tempo se desfaz
E refaz de compassos desiguais
Recompondo o dia perdido na obscuridade da substância.



É o ser que se acomete e se interpela pela noite adentro
Como um búzio encerrado, ensimesmado
Qual medo do espaço envolvente sentido.



Vento soprando tempestade, lento e demolidora…
Porque continuam herméticos nossos seres tão frágeis
- Que espécie de devir poderemos alcançar?



Do branco descortinado da janela
Olho pendente teu corpo içado
Submerso na sombra do candeeiro…
- Porque não nos abrimos nus em desejos?



Despe-te de significados com que te atordoas
Retira os véus, definitiva
Que te encobrem
Abre-te ao encontro do ser que procuras
Naquilo que lhe negas:
- Ser!



Sejamos um e outro
Um para o outro
Sem nos pertencermos
Entreguemo-nos à alma, de corpo e noite
De mar intenso
Espaço aberto, eternizado
De azul imenso.



Porque esperas desde que te procuro?
… não há outro caminho!





Não há outro caminho! #01




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09 abril 2009

Dancemos num tempo eternamente sensual…




Dancemos num tempo eternamente sensual... #02




Dancemos…
A dança dos espíritos
Que se desvendam
E das almas que se amam
Sob a luz do abajur
Corpos nus transparentes
Visíveis apenas no selar
Do segredo único… eterno
Na profundidade do beijo
Entre nuvens, chuva de estrelas
Que nos transporta até
Ao limite do prazer único e infinito
De dois corpos em espiral
Que sobem aos céus.
 
 


Poema de Nefertiti a partir de Vamos dançar… Dancemos! do autor




Dancemos num tempo eternamente sensual... #01




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06 abril 2009

Duna Favorita




Duna favorita #01 Duna favorita #02






Recostado na minha duna favorita

- a mais alta -

de onde me avisto

lá de longe a perder de vista

vida deste deserto delicioso!

As portas escancaradas sim

abertas à partilha de mil  visões

de sonhos e de incoerências

desta magnitude que a vista alcança.








O sol desfaz-se em carícias

no meu rosto

e sinto escorrer por entre

meus dedos

a areia finíssima

cor de mel

e contemplo…

emocionado com o entardecer

nesta minha duna favorita...













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04 abril 2009

Do Islão (Irão)





A paciência é como uma árvore tem raízes amargas e frutos saborosos



 A paciência é como uma árvore:
tem raízes amargas e frutos saborosos




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Vamos dançar… Dancemos!

  



Vamos dançar... Dancemos! #01Vamos dançar... Dancemos! #02 




A Nefertiti, Princesa dos Encantos…




Numa sensualidade ternamente temporal
no improviso de um sopro
deixa que te solte uma leve fantasia assim
ao som dessa tua música árabe que me apaixona



num rufo de tambores deste oásis onde acosto
um leve sibilar num grito num gemido
levado pelo vento e pelo tempo
num murmúrio de mãos na cintura ondulante...



e dás-me paz nessa exuberância de ser, ser… serpente.




Vamos dançar... Dancemos! #03 



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